O sol se põe e junto com a noite vem os medos mais antigos da humanidade, lendas e mitos que dão forma a medos profundos existentes no subconsciente humano, minha nova existência é, sem sombra de dúvidas, um dos motivos desse medo. Sou o que as pessoas chamam de vampiro, entre nós somos conhecidos como cainitas, filhos do irmão assassino cuja história está, de forma bem leviana, retratada no livro sagrado cristão.
Acordo do meu sono, um dia atípico pois sonhei, após minha transformação os sonhos vinham em forma de pesadelo me lembrando da morte de meus pais e mantendo a chama da vingança acesa mas pela primeira vez em décadas eu sonhei algo belo, um bosque na russia onde costumava correr e lá uma pessoa, não sei se o termo "pessoa" se aplica a ela, corria comigo, dançamos entre as árvores e cantamos para a lua cheia, eu e Lyanna.
Acho que devo morder mais casais apaixonados, com certeza o sangue saturado de hormonios me deu um sonho tão diferente. Levantar é fácil quando um tigre de quase 200 quilos está lambendo o seu rosto, ele tem fome e eu dou o que ele quer. Graças aos poderes do meu clã eu consigo falar com ele apesar de ser uma comunicação bem rustica conseguimos nos entender bem. Rajar é um tigre de bengala, como ele foi trazido da Índia é um mistério para mim mas ele se demonstra feliz aqui, penso que devemos sair pra caçar juntos essa noite pois não posso negligenciá-lo.
Vou até o quintal e começo minha meditação, o sonho que tive deixa essa tarefa bem difícil, sinto a mente sempre fugindo pra se refugiar nos bosques, lembro que devo conseguir aval pro lual lupino, lembro das músicas, mas o motivo da meditação, disse mestre Shunsui, é justamente manter a mente no agora, no presente e assim fortalecer o espírito.
Quando termino chamo por Rajar, quero que ele me acompanhe ao campo de caça, local onde meu clã se reúne, resolvo que vamos caminhando afinal não é longe e Rajar deve gostar de conhecer novas paisagens, vejo que ele demonstra um interesse por bois, então caçamos. A velocidade com que ele mata é impressionante, realmente um grande predador da natureza, aproveito e bebo do bovino enquanto Rajar come.
Após a refeição vamos até o campo de caça e quando eu entro lá o efeito é melhor que o esperado, no meu clã os feitos pessoais valem mais que o poder politico ou conhecimento, por vezes até mais que muitos séculos de vida, afinal de que vale a eternidade sem histórias pra se contar? Rajar chama a atenção e os olhares curiosos então em toda parte. Anna se aproxima e me abraça, eu sei o que ela quer, então mordo minha língua e deixo o sangue escorrer para dentro de sua boca num beijo longo. Eu imaginava que ela ia me odiar quando entendesse o que fiz a ela, mesmo sendo um caso de auto-preservação criar um laço de sangue por vezes causa uma raiva do vassalo para com o suserano mas ela parece não se importar, talvez o fato de eu não ficar obrigando ela a fazer coisas pra mim ajude de alguma forma.
Logo vejo o olhar acusador de Jonh, ele se aproxima, esse líder de uma das matilhas de lupinos convive bem em meio ao meu clã aqui em Londres, algo bem atípico mas não raro, dizem que temos um mesmo ancestral em comum, os gangrel e os garou.
_Isso é uma atrocidade sabia? fazer algo assim com o pobre animal!_disse Jonh num tom ríspido, quase com fúria nos olhos.
_Era isso ou deixar ele morrer dos ferimentos que os tremere fizeram nele, não quis deixar Rajar morrer então dei a ele a única coisa que tinha capaz de curá-lo, meu sangue.
_Mas você podia ter parado de dar a ele depois da primeira noite.
_E fazer o que? abandoná-lo num país estranho pra ser caçado e aprisionado ou morto? Não, Rajar merece mais que isso então dou minha força pra ele. Ele não é meu escravo é meu parceiro.
_Difícil acreditar em suas palavras mas a forma como ele olha pra mim, parece que farejou minha raiva e quer te defender.
_Ele cuida de mim, pediu por isso, para ficar comigo então eu aceitei, e como está o companheiro de cela dele? Remus?
_Está recuperado, ele soube o que você fez por ele e é grato mas teme chegar muito perto dos...
_De nós cainitas, ele tem certa rasão, nem todos os cainitas e garou conseguem por de lado o instinto e tentar conviver, mas gostaria de encontra-lo, apresentar o Rajar pra ele, mesmo sabendo que seria tolice procurar por um garou no meio da matilha.
_Muita tolice, algo como invadir uma instalação tremere pra salvar um "lupino", ou mesmo argumentar contra uma batalha sangrenta evitando mortes, inclusive seria uma tolice como enfrentar um primógeno tremere pra tirar alguns experimentos deles. Quem seria capaz de coisas tão imprudentes?
Ironia... Ele sabe, talvez até de mais, o que aconteceu.
_Eu não tive nada a ver com a morte de Blade_menti.
_Sim eu sei_ e ele piscou pra mim, como ele poderia saber de algo assim? A menos que naquela noite eu estivesse sendo vigiada pelos filhos de gaia, para que eles se certificassem de que eu não tinha tramado contra eles.
Tentei ler a face de Jonh antes de responder mas nunca fui boa em cinismos ou manipulações.
_Sabemos o que você fez e o que não fez, pode ficar tranquila que seu segredo está bem guardado.
Teria sido uma ameaça de Jonh? Não soou como uma mas...
_Sua face ficou pesada, bom soube que você conheceu meus meio-irmãos? Tocaram juntos ontem a noite? Brandon não falou de outra coisa até Lyanna falou bem de você o que é estranho, dada a aversão dela por sang... cainitas. Inclusive meu irmãozinho me fez uma pergunta bem estranha.
_Sobre eu ir a festa de boas vindas do Remus?
_Isso, bom aparentemente Remos quer te conhecer e acho justo você receber um convite pra festa, claro que é extremamente perigoso mesmo com um convite formal então te deixo convidar mais dois "amigos", escolha bem pois não me responsabilizo por retaliações dos outros garou.
_É muita generosidade sua.
_Não, você mereceu o convite, é uma cainita muito estranha Caitlyn.
Meu celular tocou, Mitras, claro o que mais eu esperava? Dois dias tranquilos seguidos em Londres? Jamais, o provável é que os problemas que não tive ontem se encontraram com os de hoje e estão me esperando.
_Preciso atender.
_E eu preciso ir, tenho um show no triplo sangue, e espera que minha banda consiga apagar a impressão da banda dos meus irmãos. Até amanhã, nos encontramos aqui.
_Com certeza. Anna! Você pode cuidar do Rajar por mim?
_E você meu amigo_ disse olhando nos olhos do tigre_ se comporta que volto pra te levar pra casa.
Me afastei, atendi ao celular. Sim era exatamente isso, um membro sabá que teria a informação das outras bases do movimento escapou dos Nosferatus e rumou em minha direção, é hora de caçar.
Crônicas de uma vampira russa em londres
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Encontros ao luar
Hoje é quarta-feira e fazem poucos dias que cheguei em Londres e pra cada problema que eu resolvo essa cidade faz surgir mais dois, é como lutar contra uma hidra usando espada, as vezes penso que seria melhor se explodisse tudo e construisse uma nova e outras vezes me pergunto o motivo de eu ainda estar aqui e não ter deixado toda essa loucura pra trás.
Meu nome é Caitlyn Lisa, sou Russa e cainita, pertenço ao clã gangrel. Meu mestre é o famoso Arcduque Ivan, o terrivel, que apesar do apelido ele sempre me tratou como parte da familia, meus pais morreram quando eu tinha 10 anos e passei os outras 15 anos sob a tutela de ivan e após esse tempo fui abraçada. Meu propósito sempre foi saciar minha sede de vingança e logo que entendi minha nova condição eu fui ao encontro dos assassinos de meus pais, o crime foi mandado por um ex agente da KGB e hoje uma das cabeças da mafia russa, Rasputin, mas nada disso me impediu de invadir a casa dele e matar a familia dele.
Por causa disso Ivan me mandou para Londres, onde eu deveria estar em segurança mas quando cheguei a cidade estava a beira de um colapso. Apesar das ordens serem de eu ficar em segurança acabei sendo envolvida numa batalha contra uma célula sabá e no meio da confusão o então principe da cidade foi morto, o que foi bom pois ele era realmente um incompetente.
Então veio a eleição para um novo principe e mais uma vez acabei envolvida no meio de uma disputa de poder, pelo menos conheci alguns cainitas confiáveis como Jack um brujah inteligente e belo, e muito competente na arte de explodir e matar, Katarina uma toreadora com um coração enorme, tão grande que me aceitou sob seu teto mas apesar da aparencia ela não é inofensiva, Ana a primógena gangrel, uma mulher linda e envolvente com a qual eu acabei tendo um caso, falando em caso conheci uma tremere Lana, inteligente, bonita e poderosa, ela é timida no começo mas quando pega fogo…
No final, depois de algumas missões envolvendo matar membros poderosos do sabá em caçadas de sangue autorizadas pelo novo principe eleito, Mitras, um cainita muito poderoso que se faz de tolo apenas pra ter vantagem sobre seus oponentes mas ele nunca me enganou, senti seu poder logo na primeira vez que o vi, e ele pareceu simpatizar comigo e com meus métodos o que ocasionou na minha promoção como Harpia.
Eis a ironia, eu fui mandada pra longe da minha pátria, pra ficar em segurança e quieta e acabo me tornando um dos pilares da ordem dessa cidade caótica. Fui apresentada a um mestre espadachim, Shunsui, que com a recomendação do meu senhor Ivan passou a me ensinar uma nova linhagem a ketsueki no ken (espadas de sangue), com a qual ando aprendendo a fortalecer meu espírito.
O ápice foi ontem a noite, quando invadimos uma base sabá e lutamos contra um lasombra extremamente poderoso, não sei como saimos vivos de lá e saber que ainda tem mais duas bases espalhadas em londres me deixa preocupada. Mas até termos a confirmação do local decidi curtir a noite, beber pois a luta me deixou sedenta, sair, tocar um pouco. Quando toco a musica me envolve e me sinto viva, é algo que me motiva a continuar essa existencia amaldiçoada.
A primeira coisa que faço logo de manhã é meditar, conversar com a besta interior e entender sua fúria, deixar o tempo passar e a mente ficar branda, deixar os medos e frustrações de lado e me focar no agora. Praticar meditação logo cedo é a base dos espadas de sangue e depois dela vem meu banho no riacho próximo a casa, apesar de ter água encanada eu ainda prefiro banho no rio, eu me sinto mais próxima da natureza.
Logo que acabo eu alimento Rajar, meu tigre de estimação, salvei ele de dentro da mansão tremere, alimento ele com meu sangue o que o fortalece e ele cuida da minha casinha, uma casa simples de 2 quartos afastada da cidade, não tenho medo dos garou por aqui, eles tem uma simpatia pelo meu clã nessa região, eu inclusive conheci 3 deles e salvei outro dos experimentos tremere no mesmo dia que trouxe Rajar pra casa.
Pego meu Fechar Pontiac GTO conversível - 1970, que ganhei dos caçadores que tentaram matar a katarina, naquele dia eu segui ela e juntas demos um jeito neles, foi a ultima noite que dormi na casa dela. Coloco minha guitarra, uma fender strato vermelha, no banco de trás e me dirijo ao triplo sangue, uma espécie de pub aonde um cainita pode se alimentar sem medo de quebrar a máscara, já toquei algumas vezes no local o que me dá uma grana e facilita a caça.
Dirijo ao som de foo figthers pensando em como seria legal ter um lugar aonde o clã não importasse, aonde os cainitas podiam viver traquilos e se ajudar, ando tendo essa fantasia com frequência, balanço a cabeça para tirar essas ideias de lá, e logo avisto o pub.
Um brujah musculoso, Tony, cuida da porta e quando me vê sempre me comprimenta, acho que fiquei famosa na cidade pelos meus amigos bem variados, passo por uma atentende nosferato chamada Nora que guarda minhas armas, elas são proibidas lá dentro, entro e vou até o bar para perguntar ao Anderson, o barman, se tem espaço pra eu tocar hoje, ele cuida do pub enquanto Michelle, a dona malkaviana do lugar, fica fora se divertindo, ouvi boatos que ela é nifomaníaca, gostava mais quando ela tinha dupla personalidade, pelo menos uma delas era coerente.
Depois de alguns minutos Anderson me diz que eu estou com sorte, hoje uma banda que ia tocar estava desesperada pois perdeu o guitarrista, aparentemente o cara estava devendo dinheiro pras pessoas erradas e perdeu um braço, perguntei com quem eu falava pra me oferecer pra tocar no lugar dele e o barman me indicou o camarim, ela se chama Lyanna _ ele disse _ mas não gosta muito de cainitas.
Estranhei essa frase dele, naquele lugar cheio de cainitas era estranho alguém que não gosta deles continuar frequentando. Enquanto esse enigma me distrai eu vou até o camarim e quando entro no camarim me deparo com um mulher de cabelos negros e olhos cinzentos, a beleza selvagem dela me envolve e eu perco a fala mas ela grita:

_Está perdida? Sei que vocês vampiros se acham donos das cidades mas o camarim é meu agora e não quero uma sanguessuga por aqui.
Selvagem, corajosa e temperamental.
_O Anderson disse que está com problemas pra achar um guitarrista e como estou precisando tocar vim me oferecer.
Sinto a ferocidade dela como uma descarga elétrica no ambiente, ela me olha profundamente tentando entender se eu estava sendo sincera e então fala:
_Olhando melhor acho que já te vi, você toca com o Jonh? Faz parte da banda da Anna?
_Sim, sou nova aqui na cidade, o nome é Caitlyn, você deve ser a Lyanna?
_Exato, não sei o que o jonh vê de graça em andar com vocês mas devo admitir que achar um guitarrista essa hora vai ser improvavél, certo hoje você toca com a gente.
Ela sai do camarim e vai chamar o baterista, aparentemente a banda consiste em três pessoas, Lyanna, baixista e vocal, Brandon, baterista e Robert, ex guitarrista e unico humano do trio. Quando Brandon chega e me vê logo abre um sorriso e fala:
_Você é a famosa gangrel russa não é?
_Você conhece ela irmão?_pergunta Lyanna.
_Não lembra do garou preso pelos tremere?O Remus? _ respondeu Brandon.
_Sim, esses cainitas estavam fazendo experimentos nele.
_Pois ela resgatou nosso amigo dos tremere, ela convenceu o Jonh a salvar o refem antes de atacar o lugar e soube que ela teve participação na morte do responsável, Caitlyn não é?
_Sou eu mesma_ respondi na lingua deles, ambos garou então nada melhor que praticar um pouco desse idioma tão interessante, percebi que não esperavam que eu falasse a lingua deles.
_Uou_exclamou Brandon_ isso foi inesperado, aonde uma gangrel aprendeu a ligua dos filhos de gaia?
_Na russia, onde mais? e ai? vamos tocar?
Um arrepio de felicidade sobe ao ver o respeito nos belos olhos de Lyanna, aparentemente ela não esperava que o garou perdido tinha sido salvo por uma cainita e nem que a mesma cainita soubesse o idioma dela, agora mais que nunca eu queria tocar maravilhosamente bem só pra calar de vez a agressividade dela.
Chegou a hora de tocar, instrumentos arrumados, publico já impaciente, eu olho pra Lyanna e ela me fala "Bad Reputation", logo Brandon começa a contagem... 1... 2... 1, 2, 3.. e a musica começa, a energia é sentida no ar, as pessoas vibram e gritam, logo que ela vai chegando ao fim eu olho pra baixista e sem falar uma palavra começo o riff de "cherry bomb", eles entendem e a passagem entre as músicas é recebida pelo público com animação. Logo após o ultimo grito de Lyanna eu inicio "Smoke on the water" e vejo um sorriso no rosto de Brandon, essa devia ser uma das favoritas dele.
Quando a musica se aproxima do fim Laynna me olha com curiosidade, percebo que ela quer ver qual será a próxima escolha que a convidada vai fazer no show, não seguro o sorriso e inicio "Everlong" e dessa vez ela que abre um sorriso, com um gesto rápido Brandon aponta pra si e eu entendo que ele quer escolher a próxima e aceno com a cabeça enquanto reparo em Lyanna, olhos fechados e cantando mais pra si que para o público.
Logo que a ultima nota é sustentada na guitarra Brandon inicia "Always" e dessa vez eu canto junto de Lyanna no mesmo microfone, o cheiro dela invade meu corpo e as bocas próximas me fazem esquecer que estamos num palco, tudo é apenas nós três tocando, deixando a música falar por nós.
Eu olho pra ela e ela faz um sinal com a mão, o tom da próxima música, ela me surpreendeu com "whole lotta love" vi seu sorriso ao perceber o quanto eu gostava da escolha e ela cantou toda a música olhando para mim, ora no fundo dos meus olhos, ora olhando para meu corpo como uma brincadeira me provocando para arrancar emoções do público. A potência da voz de Lyanna incendiou o local, em tanto tempo como guitarrista nunca tinha participado de algo assim.
Ao final o publico aplaudiu enquanto Brandon limpava o suor e Lyanna recuperava o folego, claro que dada a minha condição cainita eu não era capaz de suar ou ficar sem ar. Agradecemos os aplausos e fomos pro camarim.
_O que foi esse show? _ perguntou Brandon eufórico.
_Bom não combinamos nenhum repertório então achei que deveriamos improvisar._respondi.
_Foi animal! Talvez você esteja livre na sexta? Temos um lual...
_Não se empolgue maninho, você sabe que ela pode não ser bem vinda no lual, nem todos os garou gostam de sanguessugas. Ela pode acabar morta._interrompeu Lyanna.
_Minha sexta está livre, qual é o lance do lual?
_Desculpe Caitlyn..._começou Brandon.
_Cait, só Cait ok.
_Certo Cait, o lual vai ser numa clareira e teremos muitos filhos de Gaia por perto, seria muito perigoso se você aparecesse sem autorização.
_Interessante _respondi _ Vai ser um lual lupino mas por um acaso o lider da matilha seria o Jonh?
_Sim é uma festa do meu meio-irmão Jonh, ele quer celebrar a recuperação de Remus depois que ele foi resgatado, como pode ver seria tolice se você fosse._respondeu Lyanna.
_Bom se eu conseguir o convite então poderíamos tocar?
_Seria incrível se conseguisse_ respondeu Brandon
_Seria suicídio você aparecer.. mas se conseguisse eu ficaria muito impressionada e consideraria sua entrada pra banda.
Um desafio, sim o olhar dizia isso, se eu quisesse estar perto dela teria que fazer algo impossível como ir ao lual, algo perigoso, proibido.. Se ela soubesse o quanto isso me atraiu.
_Nos vemos sexta então_respondi e sai com minha guitarra.
Esqueci da sede que sentia, deixei o bar com minhas armas, liguei o carro e dirigi seguindo as estrelas, cheguei em um local afastado, uma pequena colina e me deitei olhando a lua, me transformei em raposa e corri pelo campo farejando e caçando. Encontrei um casal de namorados deitados em um colchonete e adormecidos enrolados num cobertor, me aproximei lentamente, destransformo e mordo o pescoço da menina, sangue quente, sinto a adrenalina que corre nas veias após a entrega para o prazer, não bebo muito, só o suficiente para que ela tenha um ressaca no outro dia, depois bebo do rapaz também, sinto o desejo dele por ela, sim eles estão apaixonados e na manhã seguinte teriam problemas em acordar cedo, talvez só após o meio dia.
Após a refeição me transformo em coruja e vigio o casal, não quero que nada ruim aconteça com eles, aproveito que posso voar e caço algumas lebres para completar a refeição e esperar a aurora chegar, logo estou satisfeita e volto para meu carro, de lá dirijo para minha casa onde me deito para um sono, sonho com Lyanna rindo e correndo, selvagem, livre. Sonhos são algo muito raro para os vampiros mas devem ser efeito do sangue de dois jovens enamorados cheios de hormônio.
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